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flor futura
Desde: 04/11/2003      Publicadas: 68      Atualização: 28/11/2018

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 Criação

  03/03/2005
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CONTO MARAVILHOSO EM TERRA ARIANA

Prosa-poética mourisca.

CONTO MARAVILHOSO EM TERRA ARIANACONTO MARAVIHOSO EM TERRA ARIANA
Charles Odevan Xavier

a O.N.




É doloroso quando o mestre despreza o discípulo.




Era uma vez um rico e experiente negociante de tapetes voadores, cercado de bajuladores falsos e traiçoeiros.





Um dia ele contratou um rapaz desastrado, mas esforçado.




Tal era a vontade do garoto em aprender, que o homem acabou se afeiçoando a ele.




O garoto, por sua vez, também passou a venerar aquele mestre - como acontece com pessoas inexperientes - e logo ambos trocaram muitas informações não só sobre tapetes, mas sobre os astros, os mistérios do céu e da terra e as nuances da alma.




Devido a um equívoco - e pessoas em começo de carreira estão sujeitas a equívocos - o aprendiz foi exonerado do cargo, o que lhe deixou muito triste.



Anos se passaram e o rapaz amadureceu. Descobriu que não era do ramo de tapetes voadores, todavia sabia contar histórias para crianças e muitas outras maneiras de voar.



Um dia o rapaz já crescido procurou o negociante de tapetes, para patrocinar um livro de fábulas infantis.




O negociante zombou do rapaz, dizendo que não havia relação entre os eficientes tapetes voadores e os inúteis livros infantis. E não deixou o mesmo terminar a argumentação, expulsando-o dali.



O rapaz ficou muito triste - Ele é muito duro - pensou e foi embora, afinal era o único homem endinheirado que conhecia.



Ao dobrar uma esquina, o rapaz encontrou uma lâmpada e a esfregou. Um gênio gigante apareceu e ofereceu três pedidos. O rapaz pediu a publicação do livro de fábulas infantis, dinheiro para terminar a faculdade com mais sossego e uma viagem para bem longe.



Num passe de mágica, o livro foi publicado e ficou na lista dos mais vendidos. O rapaz terminou a faculdade em outro país. Virou uma celebridade.



Um dia ele perguntou ao gênio, quem teria deixado a lâmpada abandonada naquela esquina. O gênio respondeu que tinha sido o comerciante de tapetes voadores da cidade, com o propósito de que fosse encontrada por ele.



- Mas ele que foi tão grosseiro comigo? - O gênio disse que o temperamento dele era assim mesmo. Era rude, mas tinha bom coração. O rapaz ingênuo pensou em agradecer o presente, mas o gênio o dissuadiu do intento.



-É. Ele deve ter suas razões para não querer conversa. Vou respeitar o ritmo dos acontecimentos. E o rapaz seguiu em frente na sua vida cheia de projetos e conquistas.


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